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Archive for April of 2008

Morar é só dentro da gente

April 13, 2008
Algumas,
de todas as verdades,
são palavras de promessa.

E com elas escrevo poemas caducos
de rimas incongruentes:
poemática de Radiohead e cerveja, pra lembrar o que se é.

Tristeza de transição, me cantam os versos.
Triste porque há solidão e uma redoma ao lado da Av. Paulista, mas não há carcereiros.

E a travessia -
menina doce,
liberdade atravessada,
inconseqüência sensata,
neblina,
razão e irresponsabilidade.

Atravessar paralisa tudo ao redor
olha e congela o que demais há,
dissolve tudo que não é o presente,
derrete em slow motion o arredor
e faz flutuar em outra gravidade: meia atmosfera

{caminhar pelo solo lunar e ver ao fundo uma bola azul onde eu achava que sempre havia morado. Mas nunca morei. Porque não há casa, ou lar em lugar fixo e físico algum. Morar é só dentro da gente/ ser, sendo.}

as máscaras se desfazem. aquelas que grudaram a face - ter A casa, ser A mulher, saber As coisas – desfalecem.
E neste derreter todo há que se misturar até demais, e perder-se.

são paulo

April 03, 2008