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Archive for November of 2007

November 25, 2007


praca da bandeira





praca da bandeira











A cidade é delas.
Todas as fotos que fiz do Centro de Londrina têm as marcas das pombas: as milhares de manchas brancas de cocô no chão. Sem mencionar elas próprias, andando e ciscando na rua entre as pessoas ou dentro de lojas e restaurantes.
A melancolia da música Londrina, do Arrigo Barnabé, me dá uma nostalgia de uma cidade sem o mal cheiro, as penas e os barulhos quase onipresentes destes bichos.


November 25, 2007




tente encontrar a fotógrafa.







"Hoje, as redações parecem bancos"

November 21, 2007
"Antigamente, as redações tinham máquinas de escrever. Era um barulho infernal. Tenho até uma teoria para explicar essa mudança da esquerda para a direita nas redações. Nos últimos anos, os jornais e as revistas brasileiras deram uma guinada à direita. Mas, quando comecei no jornalismo, todos nós éramos de esquerda. A gente aceitava o fato de ser direita quando era do editor pra cima. Hoje, é o contrário. Do editor pra baixo, os jornalistas preferem ser de direita."


Luis Fernando Veríssimo no I Salão do Jornalista Escritor.
Clique aqui para ler na íntegra

ARTCYCLOPEDIA

November 14, 2007
arthur barrio


ARTHUR BARRIO
pela restauração da aura romântica da arte


“Estou criando um racha com a tradição milenar pitagórica, que diz que a obra está no centro e o espectador está ao redor e que, portanto, a obra é feita a partir da observação do espectador”.

Dica: a entrevista "A insubordinação de Artur Barrio" de Paula Alzugaray com ARTHUR BARRIO, que se autointitula "artista lugar nenhum".

ARTCYCLOPEDIA

November 13, 2007
Sem título, 1989 - photographic silkscreen on vinyl, 112 x 112 inches

BARBARA KRUGER


“Never met a wise man, if so it's a woman”
Territorial Pissings - Nirvana

Para Kurt Cobain (mestre da ironia)

As obras de BARBARA KRUGER (1945) são famosas pelas interjeições e ataques ao patriarcalismo, classicismo e consumismo.

A artista de Nova Jersey usa as referências da bolha consumista em que cresceu e interpreta todos os rastros contraditórios do caos do consumo em arte-instalações e colagens.

Sem ser panfletária, Barbara Kruger dá a sensação de ter como tema onipresente como é ser mulher.



A quantidade lugares nos quais as obras já foram vistas, livros publicados e sites criados indicam que não é apenas a mulher norte-americana que está inscrita nos trabalhos da artista.

As mulheres de Barbara têm uma nostalgia pós-consumo, uma sexualidade gastada, exaurida.
Meio feias, meio divas,
parecem esperar um “eu te amo”
depois do sexo (ou da compra),
que nunca vem.

Um amor oco – vazio.
Um “eu te amo” que reverbera e se repete ao infinito,
até o silêncio.

ARTCYCLOPEDIA

November 12, 2007
quem será está pessoa?
STEEPLECHASE


Em colaboração com Freundenthal/Verhagen, Jason Wallis-Johnson & Oscar Süleyman, 2004.

Mais em *

ARTCYCLOPEDIA

November 12, 2007
holzer



Jenny Holzer propõe intervenções efêmeras na arquitetura, entre dezenas de outras brincadeiras com palavras e formas.
Vale a pena investigar.

a porta

November 09, 2007


para Miguel Vieira (mestre)


Acabo de voltar do Distrito Espírito Santo. No caminho, seo Antônio me guia em uma cidade desconhecida.
Paisagem verde e vermelha.

Na escola, crianças entre 9 e 14 anos. Eles são pequenos, menores que eu, que já vim em embalagem individual. Estranho o tamanho e os jeitos, desconfio.

Porque quando eu tinha 12 anos era tão dona do mundo. Me acha grande, imensa e poderosa com minhas poesias no caderninho da Hello Kitty, os meninos que queriam me namorar na escola estadual. Mas ao mesmo tempo era tão frágil e pequena na janela do 8º. andar entre meus amigos burgueses.

A merenda de arroz e feijão às 10h30, a falta de grana pra comprar uniforme e as roupas de marca, viagens a Disney e outras anomalias do consumo foram paisagens que me fizerem ser este caminho do meio. VER o que o poder de consumo oferece, TER o que o poder afetivo oferece.

Repito: acabo de voltar do Distrito Espírito Santo = passagem secreta para dentro da minha infância.
Falei sobre animação, doei livros a respeito.
Foram umas 100 crianças que me ouvira e assitiram depois do arroz e feijão. Fortes, prestativas, inquietas.

Esta um hora com eles me deu mais que um ano de especialização em literatura brasileira modernista e que meu projeto de doutorado.

Mas sempre há a sensação de que se oferece pouco, muito pouco.

Toda vez que saio de um lugar destes é um misto de felicidade e sensação de vazio. Falta algo. Ações pontuais não tem sentido pleno para mim. Talvez eu volte.

Voltando pra minha casa, na minha Londrina verde e cinza, um papeleiro arruma seu carrinho em frente ao prédio onde moro. Com o cuidado de adulto com computador importado ele guarda um quadro de uns 80 x 100 cm.

- tem que dar um jeito para não estragar.
- verdade, é frágil, né – respondo ainda com o ar do distrito.

Fria, pensando no DVD virgem que tinha que comprar, atravesso a rua.
Do outro lado vejo no reflexo do supermercado que eu era uma mulher chorando.
Imaginar o quadro na parede daquele homem em uma casa de madeira congelou algo em mim.

Pensei em todas as maravilhas e perversidades que a arte já me deu. Em tudo aquilo que fui, vi e senti, em todas as personas que as artes me deram, nas milhares de Gabrielas que pude ser e sou.

Chorei mais.
Depois ri sozinha tomando a amostra de lançamento da Coca-Cola:

- não é refrigerante, nem água e tem 0 calorias.
- tem sais e vitaminas?
- humpf.

Ri sozinha porque descobri que não sabia se chorava pela emoção ver aquele homem abrindo uma porta para um mundo maravilhoso que eu conheci, ou pela consciência de que o quadro que ele levava era feio, muito feio.

anti-Marketing

November 07, 2007


O Marketing de Guerrilha é um blog sensacional que coleta informações em todos os cantos do mundo.

O site é atualizado pelo Bambuzada Team, "grupo de guerrilheiros com a missão de disseminar a todos os profissionais de marketing táticas e conceitos de marketing de guerrilha", como se definem.

Marketing de Guerrilha é bem mais divertido que o Tipos.
Duvida?
Clica aqui pra ver como é verdade.

Aqui

November 04, 2007
para basquiat - grande mestre da sinceridade
basquiat - grande mestre da sinceridade

Eu tenho trocado poesia
pelo release.
Pode?

Tenho sido aquela perícia maquinal
e a descoberta dos meandros de rádio, TV, jornal:
dia de pauta, linha fina,
nota pelada, lapada, VT.

As diferenças entre tudo isso?
– formato apenas.

Eu escrevo e reescrevo releases
e encaixoto os desassossegos do Pessoa.

Um pedaço de mim acha triste.
Melancólico.
Um eu que ainda acredita no poder do
egocentrismo dos poetas românticos acredita que deixa escapar
o que a vida realmente é na agilidade dos dedos do teclado.

Um outro, pragmático, se sente rijo, ágil.

E agora, a mulher que tem uma manhã de ócio depois de tantas de
loucura pragmática,
quer uma tela em branco, um pincel, a Chacona de partitura no. 2 em Ré menor

nela, quer pintar pedaços de releases mal escritos,
fotos em alta resolução anexadas,
trechos de filmes editados para VTs,
plugs de projetores,
títulos chamativos e
a ânsia de saber a cor ilegal que não sente mais.