Os homens que trabalham têm cheiro forte e azedo.
Quando eu escrevo com caneta preta lembro dos textos poéticos da Ísis escritos com letras miúdas.
Então lembro da primeira vez que entrei na igreja da candelária ao lado dela e da Carol Pasquali.
Fiquei indignada, não lembro bem ao certo, mas acho que era uma reação marxista (credo!) àquele lugar católico.
A Folha de São Paulo da outra sexta informa: “déficit da previdência é política social, diz Lula”. Aí eu lembro que a previdência privada é lucrativa nem por isso deixa de beneficiar os contribuintes.
Mas o que mais me impressiona são as estrelinhas no topo do jornal: vermelha, ciano e preta.
Hum, será que o jornal é feito de papel reciclado?
Ah, enquanto isso eu espero as 5 cópias da minha dissertação gigante ficarem prontas.
[Queria ter escrito em fluxo de consciência, mas as regras da escrita sempre brecam.]
Vontade de fazer um filme de vanguarda como aqueles que exibimos no Valentino. Tão lindos e corajosos.
A menina pesquisando no computador aqui na frente deixou o cofrinho branquelo aparecer totalmente. Eu sempre acho que este tipo de exposição é proposital.
O cara do xérox está colocando a espiral nas cópias.
Frio na barriga.
Mestrado traumatiza, não sei bem porquê.
Mais confuso que este texto só o novo tipos que continua velho sempre (pelo menos até agora).
No meio da semana as pessoas ensandeceram.
Qual é mesmo o nome deste blog?
Ai, quero entregar estas cópias logo.
A UEL está deserta.
O céu é sempre lindo, mesmo quando está feio.
Ganhei um lápis verde do cara do xérox. A calma dele me fez bem.
Há tanta gente que é fácil de gostar.
Os sentimentos são quase sempre sábios.
Quando são estúpidos a velocidade com que fazem que as coisas se estraguem é impressionante.
Fim de papo.
Publicado em 03 de fevereiro de 2007 às 19:29 por gabi
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