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Archive for April of 2005

MSN adict

April 30, 2005
Guilherme Henrique diz:
quer bolinho caipira?
Gabi diz:
nao, obrigada, acabei de comer
Guilherme Henrique diz:
ah, jura?
Guilherme Henrique diz:
vamos fazer daqui a pouco
Guilherme Henrique diz:
com vinho barato
Gabi diz:
argh
Gabi diz:
vc esta vivo ainda?
Guilherme Henrique diz:
claro!
Guilherme Henrique diz:
vaso ruim não quebra!
Gabi diz:
sob que ponto de vista?
Guilherme Henrique diz:
vários
Guilherme Henrique diz:
até quase no profissional
Guilherme Henrique diz:
e vc?
Gabi diz:
o que tem eu?
Guilherme Henrique diz:
tá viva?
Guilherme Henrique diz:
eu só acredito que vc existe pq eu sei que até a Teresinha existe
Gabi diz:
eu existo. Só leio leio leio e uso MSN pra relaxar um pouco
Gabi diz:
nada mais
Gabi diz:
sou a mais acadêmica de todas as mulheres que moram no meu quarto!
Guilherme Henrique diz:
trampas?
Gabi diz:
estudo, estudo, estudo
Guilherme Henrique diz:
trepas?
Gabi diz:
estudo, estudo, estudo
Guilherme Henrique diz:
dizem que isso tbm libera endorfina
Gabi diz:
horrores!

April 29, 2005
a sexta-feira é uma conchinha de surpresas.
eu ainda estou abrindo, daqui a pouco vou ver o que tem dentro dela!

todo dia é tempo de bobagens

April 25, 2005


Quando a aula fica chata eu sempre caminho no teto.

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Eu sei quatro nomes científicos relacionados à fisiologia bovina e 1789 formas distintas de sentir tristeza.
***********************

DA ANESTESIA DA RAZÃO

April 22, 2005



PAIXÃO É O DISCURSO MONOTEMÁTICO DA ALMA.

:: saudade ::

April 20, 2005


esta música maldita é um tango gaúcho
que eu não sei dançar sozinha.
te chamo, te chamo, te chamo.
e o refrão é sempre o eco do passo em falso prum quarto vazio, pra um boteco e um pesadelo.
andarilho claudicante.

eu
sou
a mão
que te
espera sem
p e d ras.

Uns tomam éter

April 19, 2005



Amar alguém é uma tarefa tão complicada.
Tem dias cheios de brigadeiro, sorvete de brigadeiro e céu de brigadeiro.
Outros entupidos de quiabo com cheddar.

O amor que se conhece por fora teima entre estes dias em negar este conflito. O amor que escorre por dentro se alimenta dele.

Tem vários tipos de amores, certo?
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.
Tenho todos os motivos menos um de ser triste.
Mas o cálculo das probabilidades é uma pilhéria...
Abaixo Amiel!
E nunca lerei o diário de Maria Bashkirtseff.
Sim, já perdi pai, mãe, irmãos.
Perdi a saúde também.
É por isso que sinto como ninguém o ritmo do jazz band.
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu tomo alegria!
Eis aí por que vim assistir a este baile de terça-feira gorda.
Mistura muito excelente de chás...
Esta foi açafata...
- Não, foi arrumadeira.
E está dançando com o ex-prefeito municipal:
Tão Brasil!
De fato este salão de sangues misturados parece o Brasil...
Há até a fração incipiente amarela
Na figura de um japonês.
O japonês também dança maxixe:
Acugelê banzai!
A filha do usineiro de Campos
Olha com repugnância
Para a crioula imoral,
No entanto o que faz a indecência da outra
É dengue nos olhos maravilhosos da moça.
E aquele cair de ombros...
Mas ela não sabe...
Tão Brasil!
Ninguém se lembra de política...
Nem dos oito mil quilômetros de costa...
O algodão do Seridó é o melhor do mundo?... Que me importa?
Não há malária nem moléstia de Chagas nem ancilóstomos.
A sereia sibila e o ganzá do jazz-band batuca.
Eu tomo alegria!*
)

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Eu quero ser um Hobbit

April 15, 2005



Bem peludinho, cheio de tentações malévolas, cercado por seres masculinos mágicos. Quero morar num buraquinho super bem decorado dentro de uma árvore.
Quando eu for Hobbit vou pegar minhas aparelhagens de alquimia e vou percorrer reinos distantes a procura de matérias-primas para uma resolução pseudo-científica para as dores do mundo.
Aí eu vou conhecer um Hobbit de olhos claros, muito mais sábio, belo e esperto do que eu e vou começar uma coisa estranha que vai me deixar repleto de felicidade Hobbit.
Vou voltar para minha árvore novo e renovado. Escreverei então muitos manifestos, cartas, poemas, romances hobbits. Criarei contendas só para resolvê-las de cima da Montanha Mágica inatingível do Tempo.
Serei o Kafka dos Hobbits?
Nada, claro que não.
O novo Mann de pés imensos?
Claro que não, vou ser o morador mais bobo e alegre de todas as árvores!

Boi, boi, boi, boi da cara preta

April 12, 2005


Este mundo de bosta de boi, mugidos, câmeras que captam eventos cheios de luzes, música alta, comidas e bebidas caras e o gosto fashion rural certamente não é o meu mundo, mas eu vivo nele.

São homens de amor gratuito pelo que a Terra dá, são todos amantes da lógica das ordens que apreendem da Natureza.

Ser natural aqui é o paradoxo de manipular eficientemente este processo.

(Eu sempre os miro de longe e imponho distâncias. "Quanto tempo eu transformei em leitura sobre raças, em decorar nome de touro, criatório, criador, quantos versos eu perco por minuto? Mas...)

entendo um pouco d'alma destes homens e do circo de ego, poder, fama que arma toda esta burquesia rural.

Qual a diferençca entre Nelore e Angus?

April 10, 2005


E lá vai a D. Gabi tirar fotos de touros cagados e pisar em bosta de novo.
Viva a Expo Londrina 2005!

P= gx10

April 08, 2005
meu deus, meu deus, meu deus.
se ela rezar o mundo faz o elevador parar no andar de cima?
perto daquilo que ela quer?

ela senta, reza, reza, reza.
pede sem verso.

mas o elevador nunca pára no andar certo.
elevador sem música.
elevador de espelho côncavo.
de silêncio convexo.

não adiantou rezar?
ela não sabe e nunca vai saber.

meu deus, meu deus, meu deus.
se ela implorar o elevador vai parar de andar em linha reta?
no ritmo do que ela não merece?

ela chora, reza, reza, reza.
grita sem vergonha.

mas o elevador nunca volta para o grau zero.

Tudo é questão de semântica

April 07, 2005
O que uns chamam de República, outros de Golpe Militar.
O que uns chamam de liberdade, outros de Libertinagem.
O que uns chamam de jeito alegre de ser brasileiro, outros de falta de solidariedade política.
O que uns chamam caralho, outros pipi.
O que uns chamam de saudade, outros de falta de olhar o futuro.
O que uns chamam de literatura, outros de jornalismo requintado.
O que uns chamam de caretice, outros de politicamente correto.



sei ser azul

April 06, 2005


rosa retumbante, verde esmusgaçante, azul violácio.
sei ser da cor que as misturas de todos os tons me presenteiam, mas hoje urge o azul da mesura exata de uma ressaca branda, de umas três preocupações acadêmicas, umas sete financeiras e mais 14 diferentes timbres de saudades.

Os caquis tem várias cores

April 02, 2005


Eu gosto mais daquele caqui vermelhíssimo, macio, saboroso. Mas como todos os caquis são muito calóricos, todos são gostosos. É a perversa natureza: é bom, então engorda! Deve ser um mecanismo inteligente para os homens primitivos, mas para gente toda sedentária das cidades contemporâneas, é uma crueldade.
Ah, o que me interessa nos caquis são as cores, não as calorias! O que me interessa em tudo, na verdade, são as cores.
Até os textos intrincadíssimos sobre a validade de crítica literária são cheios de cores.

Quando a cor é bonita
minha alma grita (em festa!)


Por exemplo: a menina que me vende cigarro solto na padaria da esquina é amarela, às vezes rosa. Minha orientadora é da cor dos caquis deliciosos: vermelho vibrante!
Meu irmão fica cinza e depois laranja. Meu cônjuge é um camaleão de tons. Meu amor tem fases: tem dias PB e muitos verdes.
O cara que me deu aula de grego é branco, branco, branco. Minha casa é bem azuladinha.
E eu? Não sei dizer, é difícil ver-se de dentro de uma palheta.