A COR ILEGAL

Cronotopo


A rotina é singela.
Acordar cinco minutos antes de chegar na empresa.
Atualizar o site, escrever releases, textos internos, acessar todos os sites agropecuários, fazer assessoria de marketing sobre porra de boi, tomar café com adoçante e 1l de água até às 12h15.
(Receber para isto quantia inferior a um terço do mínimo que deveria - imoralidades ilegais.)
Fazer malabarismos para pagar todas as contas da casa e ainda conseguir manter uma vida psicologicamente saudável.
Ler.
No momento os textos dramáticos são os que mais me empolgam. Estou apaixonada por Ibsen e sua sensibilidade absurda.
Dar umas 20 pinceladas em um quadro que vai ficar mais meio mês no meu quarto, até nascer de vez.
Depois 3 horas de aulas de teatro.
Assisitir filmes com o Guilherme, o cara que meu corpo amaamaamaama, que acalma minha aflição de estar viva e me dá beijos na boca de serenidade. Ontem foi “Nem Gravata, Nem Honra”, de Marcelo Masagão, o mesmo do mais fabuloso documentário sobre o século XX - “Nós que aqui estamos por vós esperamos”.
Estou viciada em filmes. Eita vício bom.
Depois é ducha no cansaço.
Sonho.

(A rotina, me amedronta. Sua perpetuação, me apavora.)

Publicado em 02 de março de 2005 às 09:14 por gabi

Comentários

    • sim, concordo que este é o melhor documentário sobr eo século XX, e o que mais me impressiona é não precisarmos de diálogos para mostrar tanta coisa...
    • por anabanana
    • 02.Mar.2005 às 17:17 - Permalink - Reportar
    anabanana
  1. rivaldo
M.U.L.T.I.G.R.A.F.I.A.S.
muitas formas de escrever a cidade

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