A rotina é
singela.
Acordar cinco minutos antes de chegar na empresa.
Atualizar o site, escrever releases, textos internos, acessar todos os sites agropecuários, fazer assessoria de marketing sobre porra de boi, tomar café com adoçante e 1l de água até às 12h15.
(Receber para isto quantia inferior a um terço do mínimo que deveria - imoralidades ilegais.)
Fazer malabarismos para pagar todas as contas da casa e ainda conseguir manter uma vida psicologicamente saudável.
Ler.
No momento os textos dramáticos são os que mais me empolgam. Estou apaixonada por Ibsen e sua sensibilidade absurda.
Dar umas 20 pinceladas em um quadro que vai ficar mais meio mês no meu quarto, até nascer de vez.
Depois 3 horas de aulas de
teatro.
Assisitir
filmes com o Guilherme, o cara que meu corpo amaamaamaama, que acalma minha aflição de estar viva e me dá beijos na boca de serenidade. Ontem foi “Nem Gravata, Nem Honra”, de Marcelo Masagão, o mesmo do mais fabuloso documentário sobre o século XX - “Nós que aqui estamos por vós esperamos”.
Estou viciada em filmes. Eita vício bom.
Depois é
ducha no cansaço.
Sonho.
(A rotina, me amedronta. Sua perpetuação, me apavora.)