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Archive for March of 2005

eu tenho um fotolog!

March 31, 2005














Dodói

March 28, 2005

A febre dá uma sensação estranha, é uma droga que embaralha os sentidos. O ruim é não ter controle sobre ela.

O ruim é morar sem família ou namorado pra cuidar, para fazer chá, pra perguntar se se está bem, para controlar a vontade de desmaiar.
O ruim é medir a própria febre, é se medicar, fazer o próprio chá.

O bom é estar suficientemente bem para conseguir fazer tudo isso.

Somos nós cinco: eu, o computador, o chá, o termômetro e o resfrin, fazendo a festa desta noite.

antonio

March 26, 2005


Odeio o trânsito infernal da São Paulo do meio dia. Som alto, celular desligado. Bach.
Desligo o ar condicionado para respirar o ar quente da cidade poluida. Mais dez minutos para percorrer quatro quarteirões.
A mangueira anciã jaz silenciosa no meio da multidão de retrovisores e pressa. As folhas imensas, o tronco, só ela é linda hoje.
O congestionamento me dá pelo menos mais meia hora de boa música e solidão.
Estaciono em fila dupla. Confiro o relógio, tudo sob controle, como todas as manhãs de 12 anos pra cá.
- Bom dia seo Rogério. Tudo bem?
- Oi, D. Giulia. Quente hoje não?
- Impossível, como a gente diz lá minha terra.
Presenteio a insistência de seo Rogério em ser gentil com um sorriso largo, o mais bonito que eu tenho.
Engato a primeira, puxo o freio de mão e desligo o carro.
Olho o cinza do horizonte, muda.
- Giulinha?
A voz que me chega pela nuca me tira o ar. Eu desacredito. Respiro fundo. Tento me convencer que era sonho.
- Como vai, Dona moça?
Não tinha mais céu, cinza, chão, seo Rogério. Queria me enfiar dentro da mangueira, ser tronco, seiva, terra. Anestesia.
Lembro de ter franzido tanto a testa e de ter sustentado por duas eternidades e meia cara de dor.
Tá bom, vai Giulia, vai Giulia, vai Giulia, penso.
Virei lentamente lenta.
Meus saltos finos tremeram, queriam autonomia pra levar para o outro lado da rua, do oceano, do tempo. Vi dois olhos que me viram.
Dois silêncios.
Eu ganhei de dentro do ventre um riso contido, nervoso.
- Como você está igual, Antônio.
Ele não ficou surpreso.
Eu não vi nada além das silenciosas íris, nada. Intui que os olhos me deram um balançar de ombros.
- E você, tão diferente!
Eu pensei na cor ameixa que cobria meus cabelos enbranquecidos pelo tempo, nas minhas unhas vermelhas cheias de nanquim, na armação de óculos, no carro e na roupa caros que eu carregava.
Diferente, meu deus, diferente!
Fui um 360o sobre meu eixo imaginário, revisitei-me em centésimos de milésimos de dúvidas.
As buzinas e os retrovisores enfileirados no infinito da avenida então voltaram, Seo rogério me acenava lá na esquina daquela cena cruel.
- o que ..........................................ele falava para dentro da minha boca que comia as palavras de dentro dos olhos dele....................você está fazendo aqui?
Eu que odiava a neurose de concreto, eu que recitava marx como se declama neruda, eu que rezei o existencialismo, que reneguei todos os valores da sociedade de consumo, eu.
Meu deus, meu deus, nos olhos dele eu era as cores das marcas caras das coisas que eu carregava por fora (e por dentro) há mais de 12 anos.
A algazarra dos meninos de 8 anos. A risada dos meninos de 8 anos. A felicidade gratuita dos meninos de 8 anos.
- Tia, tia.
Luquinhas puxa minha saia.
- Tia, tia.
Meus olhos são duas lagoas azuis que querem correr para dentro daquele homem.
- Tia, tia, o antonio beijou uma menina!
Meus olhos são dois rios azuis a caminho do asfalto.
Eu, imóvel. Ele, imóvel e pálido.
Quando o nome dele fez-se nome do meu filho, eu senti todo o peso daquela saudade massacrante, fiz um afirmativo com a cabeça, confirmei a dúvida que o espanto dele me perguntava.
Mais três infinitos de tempo.
Seguro minha saia longa de borboletas bordadas, sento sobre os meus joelhos.
- Oi, meu amor. Então o senhor é o beijoqueiro da família?
Abro a porta do carro. Os dois meninos entram com o ímpeto dos oito anos.
Minhas mãos são tremor dos olhos dele. Eu dirijo sem Bach. Eu sou o volante automático que há 12 anos percorre as mesmas esquinas com as mesmas palavras. Sou as quatro rodas que me levam para o momento que eu espero há 12 anos, que eu tive e acabara de perder.
Foi a penúltima vez que eu vi o mais doce dos meus carrascos.
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EU não sei rezar tão devagar

March 25, 2005
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Um dia santo soa tão estranho.
Acho bem esquisito glorificar fatos históricos.
Mas enfim, que a gente celebre grandes caras e grandes feitos, sobretudo os corajosos e os em nome de algo bom, como a paz e a desconstrução de poderes autoritários.
Pode não parecer, mas este é um post religioso. É assim, pragmaticamente, que eu admiro Jesus, do mesmo jeito respeitoso que admiro outros grandes seres humanos.
Amém.

A tarde era de chuva

March 24, 2005






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March 24, 2005
Ainda não temos planos definidos para hoje à noite. Sugestões?

Quando eu nasci um anjo torto veio me dizer, vai Gabriela, ser gauche na vida

March 23, 2005


è noite, tem tango no rádio, uma tela recém nascida na sala. mãos azuis, casa azul, tela azul. MSN ligado. Minha mãe me conta que eu vim de desejos despertados por camisolas bonitas, que coisa, hein?
Nasci às 6h45 de uma manhã de verão portoalegrense. Minha memória me traz um emaranhado de sons, pensamentos, sonhos e imagens. Tive dias em que era difícl existir, desisti algumas vezes. Teve outros em que era só um prazer simples. Vive muito tempo dentro de versos dos meu poetas do coração trancada em um quarto verde. Acho que agora, hoje, neste segundo-instante eu vivo mais para fora de mim, mais para investigar você que me lê, que me gosta, me detesta, que me é indiferente. Viver é perigoso, não é? Viver é etcetera, não é?
Um caminho difícil de encarar, acho. Intenso, repleto de figuras maravilhosas. Se Deus tem alguma maldade, pra mim é distanciar amigos que fazem o coração quente e os sorrisos fáceis. Muitos foram pra longe ou ficaram nos caminhos ( Carol Tedesco, Ana Paula Papa, Taís Kurtz, Mariana Chaves Barcelos, Érika Nemoto, Suemi Fukishima, Évelyn, Celina, Carol Pasquali, Ísis Fernandes, João (Rogério), Flaviana Viani, Carina Paccola, Carla Veretta, Juliana Nkahara, James Cimino, Flávio, Lu Lazarini, Léo). Outros nos surgem maravilhosos, como que em brulhados em papel da zona do aroma ou simplesmete permanecem ( Miguel, Ygor, Terezinha, Luiz Henrique,Luiz, Tanga, Briguet, Guilherme, Rafa, Galão, Du, Dri, Vanesa, Grota, Débora, Esther e tantos outros).
Hoje os caminhos vão, ainda estão indo, e eu me deito neles, serena, feliz, corajosa.
Que venga la vida que yo me voy a rumba!

MaLeTe diz:
vais fazer festa amanhã?
Gabidiz:
oiiiiiiiiiiii
Gabidiz:
nada, acordar e olhar ao redor
com um olhar sereno e forte
Malete diz:
gostei desse olhar
Gabidiz:
ele eh importante
Gabidiz:
mãe, que horas eu nasci?
Malete diz:
não lembro tem que olhar na certidão. Sei que fui de madruga pro hospital
Maletediz:
parece que pelas sete, depois olho e te digo
Gabi diz:
15 para as 7h. que experiência maluca esta de fazer uma pessoa, não é?
Maletediz:
é uma loucura, né? que responsa!
Gabidiz:
não imagino. eu sempre penso que prefiro adotar: pra que causar um problema se posso resolver um
Maletediz:
tão bom carregar um ser dentro de vc.
Gabidiz:
eu lembro de uns cadernos que tu escrevia quando a gente era bebê.
Maletediz:
Sentir os pontapés. Poder cantar prá ele sentir. Escrevi desde o dia que soube que estava gravida de ti
Gabidiz:
eu lembro da casa da Botafogo, da carol andando de motoca, de um abajur palhaço muito feio. QUantos anos eu tinha?
o que vc escreveu?
Maletediz:
não lembrava mais do palhaço! Gabi, nós fomos pro moinhos e fizeste dois anos lá.
Gabidiz:
então eu tinha menos de dois anos, que memória!
MaleteGabidiz:
Dna Maria! (minha vó)
Maletediz:
Escrevi no caderno? Que tava super feliz. Eu queria muito. Lembro que qdo tava no período fértil colocava umas camisolas legais. Bom, naquele tempo , nem precisava, nÉ?
Gabidiz:
A casa tá linda, tens que vir ver!
Maletediz:
Vou descer com o happy. Falamos amanhã. Happy birthday to you.



***********
Para comemorar troco seus parabéns por cervejas no meu copo a partir das 21h30 na Gaiola da Cerveja, perto do Kotovelo´s.
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Metade azul,

March 22, 2005


A tarde era metade azul.
A outra metade, a vermelha, eu não quis pintar.

EU apaguei o trecho em prosa e sublinhei o em verso, porque prosa me enche o saco, porque não existe nada em prosa dentro das quatro paredes assimétricas da cidade.

******************
Depois de amanhã eu completo 26 anos, nas minhas contas eram 25.

O duro ofício de ser brasileira

March 21, 2005
Eu sofro (este é o verbo exato!) de uma enfermidade que se chama transtorno bipolar do humor.
Mas que coisa é esta que eu nunca vi mais gorda? É a variação - causada pela incapacidade de origem genética dos neurônios em recapturar certa substância - que causa depressão e euforia, ocasionando, em geral, grande incapacidade de adequação ao mundo, colocando muitas vezes os indivíduos em situações de perigo.

O meu caso não é dos mais graves - mas exige uma medicação específica. Já utilizei muitos medicamentos - indicados por médicos desatualizados, desinformados e irresponsáveis - que me faziam tremer as mãos, ficar impossibilitada de dirigir e até entrar em estado de mania por muito tempo, que, grosso modo, é uma espécie de ansiedade intensa, que não permite que uma tarefa seja finalizada para que outra seja executada, que gera descontroles, angústia, atitudes extremas, exposição a situações de risco, etc...

Há cerca de um ano decidi procurar (depois de muitos meses conseguindo me manter viva, feliz, equilibrada e pulsante), uma orientação profissional porque não estava conseguindo lidar com os fatores externos (como falta de uma rotina bem determinada e falta de dinheiro porque não conseguia uma fonte de renda, o que me deixava mal, insegura, com baixa-estima e me deixava menos segura ainda para procurar emprego - aí o ciclo vicioso de coisas ruins) e há quase um mês não conseguia sair de casa.

A psiquiatra me explicou que meu problema, apesar da ciência não ser capaz de precisar com absoluta certeza, é meramente fisiológico. Meus neuro- transmissores são incapazes de recapturar a serotonina o que gera depressão, mania e alteração entre estes estados. Se um cardíaco toma remédio para o coração, porque eu não poderia tomar para o meu desequilíbrio cerebral?, pensei. Então tomei consciência disso (que não é simples quando se une psicologia, sentimentos, metafísica, auto-estima e psiquiatria) e passei a ingerir um medicamento que se chama Lexapro. Ele foi o único com o qual meu organismo se adaptou sem efeitos colaterais, me dando uma sensação de constância, não permitindo que eu recaísse me estados de mania e depressão. O tal remédio deve ser ingerido pelo resto da minha vida.
Claro que tudo na vida tem um preço. O meu processo de melhora custa-me caro. Caro no sentido financeiro mesmo. Mais de 100 reais a cada 28 dias, o que atualmente é inviável pra mim, é quase um quinto do que eu recebo. Além do valor do remédio, preciso consultar um psiquiatra, que me acompanhe e receite o medicamento, que acrescenta na minha conta de saúde mental pelo menos mais R$ 100,00.
(Este não pretende ser é um post de reclamação, de lamentação, mas sobretudo informativo.)

Eu consultava com a psiquiatra da UEL, que além de ótima era de graça. Pois bem, ela deixou a cidade e indicou colegas que cobram R$120,00 a consulta para dar continuidade ao tratamento de seus pacientes alunos da universidade e a UEL não tem liberação de verba para contratar outro profissional.
Para consultar um profissional de psiquiatria em Londrina, é preciso ir até uma entidade que fica quase fora da cidade, sem consulta marcada e esperar quase 5h na fila para ser consultado. (tempo que eu não disponho)
Para onde correr, eu infelizmente não sei.
Imagino que assim como eu, centenas de outras pessoas vivam experiências muito similares.
É o duro ofício de existir brasileira.

a ressaca é um poço de virtudes e canalhices

March 18, 2005


ressaca me dá uma fome da porra.
ressaca tira o desejo pelo trabalho e pede ao meu corpo banho, cama e ócio.
ressaca me dá vontade de meter.
ressaca me dá vontade de entrar na “zona do aroma” e morar lá dentro por uns 3 meses.
ressaca me dá saudades de Porto Alegre, minha cidade. (se eu tivesse uma)
ressaca me dá vontade de voltar para casa. (estamos sempre voltando para casa, mesmo que não haja referencial para tanto)
ressaca me dá sol demais e silêncio de menos.
ressaca me dá dor de cabeça, tontura e preguiça.
ressaca dá uma sede do caralho.
ressaca me dá ressaca moral, sempre.

ressaca sempre me lembra que hedonismos tem prazo de validade: algumas horas!

Dentro da Ironia, uma verdade

March 17, 2005



Em Röcken, na Saxônia prussiana, cidade natal de Nietzsche, há um busto do filósofo e uma placa com os seguintes dizeres:

Deus está morto.
Nietzsche


No dia 25 de agosto de 1900, data da morte do grande homem, um carpinteiro pichou a placa:

Nieztsche está morto.
Deus

“o placebo de um telefonema”

March 15, 2005
para Paulo Antonio Briguet


Eu roubo versos.
Eu caço entre a prosa cotidiana do cronista uns versos cintilantes, multifacetados pela ferramenta de diamante do artesão.
Meu cronista predileto lima as palavras, mas se cansa logo.
É o dia que o impede, é o amor por Ela, é o bar nas quintas-sextas-sábados-domingos que o chama.
Meu cronista de estimação trabalha o artesanato da frase até a medida exata do lirismo que arde no ouvido das menininhas.
Depois relê três-quatro vezes e dá liberdade às palavras. Palavras-versos que envia por e-mail para o advogado, que deixa disponível aos olhos dos internautas, que dá vida na frente do microfone da rádio com trilha sonora que incomoda a velha senhora da rua sergipe aos domingos de varrer a casa.
Esta é a ousadia do cronista, comer a vida e vomitá-la carregada de poesia na cara dos transeuntes das grandes cidades, das mulheres das pequenas agonias.

Por que o prato estilhaça?

March 12, 2005



São centenas de micropartículas de pedaços de prato.
São fragmentos de vidro verde tinindo no chão da cozinha.

A tensão separou-os.
O Choque foi maior que a Unidade.
O vidro verde se quebra em hecatombe verde.
E eu, admirada, faço música com a desgraça dos cacos e a retidão aminésica da vassoura.

O pior dos adjetivos

March 10, 2005
para Carol



- Acho você meio estranha.
- Estranho é ter coragem de usar este adjetivo.
- Por que, oras?
- Porque estranha não quer dizer nada, e tudo também.
- Tá bom, vou tentar de novo.
- Vai lá, capricha.
- Acho o seu humor problemático.
- Hum, sério?
- Sério.
- Por que problemático?
- Ah, sei lá, é meio tenso e neurótico.
- Como assim?
- Quando você sorri eu penso em um filme do Wood Allen. Como é nome daquele fime em Preto e Branco dele?
- Não lembro, mas por que Wood Allen?
- Não sei, só sinto. Coisa de mulher, sabe?
- Não.
- Hum, na verdadade você é uma mistura de Wood Allen com Almodovar.
- Hehehe, fala sério, isso é humanamente inviável.
- Claro que não, nada é humanamente inviável depois dos gregos.
- Acho que eu prefiro estranha a esta coisa de fundir cineastas tão diferentes.
- Diferentes nada, parecidos. Os dois tem neuroses estranhas.
- Ai, lá vem você com esta merda de estranho de novo.
- Poxa, desculpa. Eu sabia que esta brincadeira de definir o outro não acabaria bem.
- Mas foi você quem propôs.
- Eu sei, desculpa. Vamos jogar truco antes que a gente comece a brigar de novo.
- Ah, truco? Pode ser Master, é um pouco menos babaca.

Mallarmè e os concretos que me desculpem, mas poesia é fundamental

March 06, 2005
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PIA BATISMAL

March 03, 2005



Ela sentiu uma metrópole de pequenos nascimentos no final daquela tarde, quando os quatro sinos da catedral fizeram runhidos de desesperos (um sobre os outros).

Cronotopo

March 02, 2005

A rotina é singela.
Acordar cinco minutos antes de chegar na empresa.
Atualizar o site, escrever releases, textos internos, acessar todos os sites agropecuários, fazer assessoria de marketing sobre porra de boi, tomar café com adoçante e 1l de água até às 12h15.
(Receber para isto quantia inferior a um terço do mínimo que deveria - imoralidades ilegais.)
Fazer malabarismos para pagar todas as contas da casa e ainda conseguir manter uma vida psicologicamente saudável.
Ler.
No momento os textos dramáticos são os que mais me empolgam. Estou apaixonada por Ibsen e sua sensibilidade absurda.
Dar umas 20 pinceladas em um quadro que vai ficar mais meio mês no meu quarto, até nascer de vez.
Depois 3 horas de aulas de teatro.
Assisitir filmes com o Guilherme, o cara que meu corpo amaamaamaama, que acalma minha aflição de estar viva e me dá beijos na boca de serenidade. Ontem foi “Nem Gravata, Nem Honra”, de Marcelo Masagão, o mesmo do mais fabuloso documentário sobre o século XX - “Nós que aqui estamos por vós esperamos”.
Estou viciada em filmes. Eita vício bom.
Depois é ducha no cansaço.
Sonho.

(A rotina, me amedronta. Sua perpetuação, me apavora.)