A COR ILEGAL


Publicado em 29 de junho de 2009 às 02:22 por gabi

LA DESAPARICIÓN (ENSAIO III) LEVA O INESPERADO AO SESC SANTOS

: Ensayo de La Desaparición I - Juliana França, 2007, Montevideo/Uruguai

Como criar uma dança para não ver? Como criar um espaço sonoro sobre o desaparecimento? Como transformar um lugar de uso cotidiano em ambiente poético?

Respostas para estas questões poderão ser vistas no Sesc Santos neste sábado (13/06) e no outro domingo (21/06). Com concepção de Juliana França, instalação sonora de Valério Fiel da Costa, performance de Juliana França e Marília Coelho e artes visuais de Gabriela Canale, a obra La Desaparición (ensaio III) propõe uma experiência poética multidisciplinar no saguão do Sesc.

Segundo a artista Juliana França, que concebeu o projeto em 2007, La desaparición é um quadro que oculta ao invés de expor. “Exploro o branco sobre o branco de maneira que os acontecimentos da performance sejam revelados apenas em pequenos momentos de provocação. No recorte de não informação que a obra oferece acontece a poética do silêncio proposta aos olhares do público, desgastados com a agressiva imposição diária de informações inúteis”, informa a artista da dança.

O desaparecimento, a não informação, o silêncio. Esses ensaios partem de espaços cotidianos, encontrando novas formas de acontecer. O primeiro ensaio reorganizou o espaço de uma vitrine em Montevidéu, Uruguai, durante o “24 horas a la vista”. O ensaio seguinte transformou um banheiro em uma experiência monocromática de sonho no V Festival de Apartamento, em São Paulo.

O terceiro ensaio de La desaparición que acontecerá no SESC de Santos recria um espaço inesperado, dialogando com o projeto artístico de Yayoi Kusama. A artista japonesa sugere a transformação dos espaços e brinca com o desaparecimento por meio da repetição de círculos. “La desaparición – ensaio III se inspira na persistência de uma unidade visual e temática tão perseguida no trabalho de Kusama. Nós partiremos da repetição de um elemento inesperado para criar texturas e potencializar uma dança para não ver”, informa a artista visual Gabriela Canale.

A dança em La desaparición – ensaio III cria vida e dá movimento à instalação, “a proposta central deste trabalho é ‘fazer sumir’ os acontecimentos, desaparecer as informações, criando armadilhas visuais que dificultam a apreciação e tornam a sutileza da dança e de todos os acontecimentos propostos na instalação”, explica a artista de dança Marília Coelho. A criadora do projeto Juliana França complementa: “vamos provocar o olhar, pretendemos gerar um piscar de olhos ao contrário”.

Durante as cinco horas de instalação o saguão do SESC será tomado por eventos sonoros. “Vamos trabalhar com pontos sonoros em locais inesperados que serão manipulados ao vivo em uma conversa entre os acontecimentos da dança, sons criados especialmente para a obra e os acontecimentos do próprio SESC”, esclarece Valério Fiel da Costa, criador da instalação sonora.

SERVIÇO
La Desaparición - Ensaio III
Sesc Santos - Conselheiro Ribas, 136
dias 13/06 e 21/06, sábado e domingo
das 14h às 19h

Publicado em 07 de junho de 2009 às 19:54 por gabi

La desaparición (ensaio III)

Publicado em 07 de junho de 2009 às 12:15 por gabi

Bienal de Veneza

Eddie (Sylvie's brother) in the Desert, 1966.

Uma das mais tradicionais bienais de arte expõe trabalhos de um dos mais consistentes artistas que viveram no Brasil.

Öyvind Fhlaström trabalhou colagem, pintura, poesia, grafismos, happenings e outros formatos de maneira personalíssima. O artista nasceu em São Paulo e passou a infância entre sua cidade natal, Niterói e Rio de Janeiro.

Depois viveu em várias partes do mundo - referências que dialogam com as técnicas e temas das obras do período.

Bienal de Veneza

Site de Öyvind Fhlaström

Publicado em 07 de junho de 2009 às 11:01 por gabi

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Self-coffee


Autorretrato com a música Lore, dos Hungarian Lovers.

Publicado em 31 de maio de 2009 às 11:24 por gabi

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Imagempalavra

marina camargo - Sem título (letras)
Sem título (letras), de Marina Camargo.

Não sei explicar onde nasceu em mim o amor pela palavra escrita. Muito menos quando. O mesmo para as artes plásticas.

De alguma forma vieram (estes amores) de momentos distintos.
O que é mobilizado em mim, tanto pela palavra, quanto pela imagem, passeia pelo mesmo caminho - são experiências fisiológicas.

De uns anos pra cá descobri que imagem e palavra juntas criam em mim excitação elevada à última potência. No mestrado descobri as cadeias ancestrais das obras que eu criava:

O trabalho estético com a palavra e com a pintura foi utilizado por muitos artistas que transgrediram os limites da literatura e das artes plásticas.
Os exemplos são inúmeros: as iluminuras medievais, as acrobacias visuais de E.E. Cummings e Apollinaire no poema que representa e também se mostra; a narrativa pela palavra e imagem de Valêncio Xavier; a palavra cotidiana grafada na tela cubista de Picasso, Juan Gris, Robert Delaunay e Braque; a multiplicidade artística de Victor Hugo; a palavra e imagem como conceitos inquiridores de Duchamp e Magritte; o primeiro livro simultâneo de Blaise Cendrars e Sonia Delaunay La prose du Transsibérien et de la Petite Jehanne de France; a apropriação da palavra massiva e seus novos significados em Guy Debord e Bárbara Krueger; a orientação visual da página como tela de Mallarmé e dos concretistas, entre muitos outros.

Há cerca de um mês sofri do espanto de Laura Erber. Artista jovem e consistente. Fotografias, arte e tecnologia, vídeos. O trabalho mais poético, na minha opinião, é o salvamento de peixes dourados projetados sobre o livro da escritora argentina Alejandra Pizarnik que se suicidou em 1972.

Hoje encontrei Marina Camargo. Nas obras desta outra jovem artista a literatura se coloca como corpo presente, a palavra é matéria plástica. Há menos investigação de significados dos textos e mais experiência prazerosa com as letras. Meu amor pela literatura e pelas artes plásticas se expandiu.

Publicado em 16 de maio de 2009 às 22:55 por gabi

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LEVEI MEU CATA-VENTO PARA PASSEAR (À TARDE)



Vídeoarte.Uma tarde de sábado depois de uma semana de trabalho exaustivo. Um objeto de infância propõe novas experiências. Gabriela levo-o para passear, como se carregasse um amigo imaginário pelas ruas de São Paulo.

Publicado em 19 de abril de 2009 às 21:27 por gabi

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LA DESAPARICIÓN



Filme com imagens, edição e trilha sonora de Gabriela Canale elaborado a partir da instalação "LA DESAPARICIÓN (ensaio II)" realizada dia 14 de março de 2009 no V Festival de Apartamento, em São Paulo, de Juliana França e Marília Coelho. Concepção da instalação de Juliana França, artista plástica Aira Bonfim.

Publicado em 11 de abril de 2009 às 13:24 por gabi

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CONVITE BALZAQUIANO

convite aniversario

Publicado em 21 de março de 2009 às 16:38 por gabi

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PASTICHE

p.a.s.t.i.c.h.e. colagem sobre andy de Gabriela Canale
Fractal
Borboleta efeito
Caos
Cidadelírio
Rio de infinitas margens – vórtices
Polyvox
Simula simulacro
Mensalão
Antena
Esquizofrenica
Dose diária de felicidade química
PROZAC
Fome zero
1,2,3,4,5,6,7, 80 milhões de analfabetos
netos de barriga d´água
Perriet
Ecstasssssssssssssssssyyyyyyyyyy------------------cocaína
Katrina, anfetamina, AR-15, AIDS, chacina
Chuva, apud Chauí, Marylena
Lula pula e pó de prilipimpim
Bushhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Intervalo comercial
Mulher bonita compra sabão em pó, margarina, cerveja gelada, carro, cigarro
Mulher gostosa usa sapato alto, muuuuito alto
Ecumênico-deputado-evangélico
Compre o seu sem entrada em parcelas mensais
Menstruais, Bortolotto, porra, sangue, poesia
Cemitério
A história e arte, o que não morreu no século XX é nati-morto pós-moderno?
Hipereal, surreal, bombom, bomba-homem
Eu estouro, tu estouras
E ele vende armas para o governo norte-americano
Vento
Tempo líquido
Cristal e chama
E as magricelas macérrimas que viram cabides ambulantes
Seja fashion!
Troque 10 mil dólares e seja uma bolsa Luis Viton para nela guardar seu R.G., vibrador, blush, gás-pimenta, talão de cheques e sete cores de melancolias solitárias.

Publicado em 15 de março de 2009 às 10:55 por gabi

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M.U.L.T.I.G.R.A.F.I.A.S.
muitas formas de escrever a cidade

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